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Somos a Voz da resistência Sementeiada Por Guerreiras Como Bartolina Sisa.

Dia 05 de setembro dia internacional das mulheres Indígenas,

Somos a Voz da resistência Sementeiada Por Guerreiras Como Bartolina Sisa.

Ainda tem muita luta
Contra a colonização
É conservadorismo,
Além de questionar a nossa identidade, somos vítimas do Racismo.
Não se pode curar um mal
com a mesma enfermidade,
Precisamos de outro remédio
que vem da espiritualidade.

Somos mulheres diversas e coloridas
Somos terra e  somos as cores,
Lutamos  e dizemos não a violência
Para manter os nossos valores.

Os valores que eu falo
É  da força ancestral
Fazemos e ocupamos vários espaços respeitando a organização social.
Mulheres estudantes
E também da militância
Já dizia os nossos líderes
Diga às mulheres que avança.

Mulheres indígenas, na ciência, mulheres Indígenas dos conhecimentos tradicionais,
As que inspira a nossa luta
E as que são  as forças ancestrais.

Tem mulheres parteiras benzedeiras,têm indígenas politizadas de outras ciências
Nós fazemos o enfrentamento ainda que não sejamos belas  e recatadas.

Não somos recatadas
Muitas vezes não somos e nem estamos no lar,
Nós temos um pé no chão da aldeia
E o outro do lado de lá.

Para seguir firmes na missão
Lutamos juntas, com as  jovens,mulheres  e lideranças,
O que herdamos nesta vida
É a luta como herança.

Luta que não começou agora
e também não terminará com nós
Vamos protagonizando nossa história
Desatando todos os nós.

Não estamos aqui por causa
Estamos pela causa
Ainda  que para isso fiquemos ausentes da nossa casa.

Pois consideramos a nossa casa
Não é só onde passamos a morar,
É onde temos o pertencimento
Tão  sagrado é o lugar.

Nós fazemos a diferença na luta nós somos fermento,
Nós sofremos o primeiro golpe desde no ano de  1500.

A violência deixa marcas, e  cicatrizes mental,
Que tenta abortar as nossas mulheres dos espaços pelo racismo estrutural.

A violência deixa traumas
E resulta em exclusão
Nos aborta dos espaços políticos
Sofrendo golpe de democratização
Resistiremos até a última indígena
pois nós  mulheres somos sementes,
Convidamos a todes para a CURA que também se encontra doente.

Já foi cura para muita gente na ciência que opera, as nossas anciãs que se foram morreram, o  corpo ficou espírito, se sementeia na ciência da Terra.

Precisamos de cura não somente para o corpo, precisamos reativar o princípio de humanidade,
É cura do corpo, cura da mente, o espírito também precisa de imunidade.

“Quem somos? Somos mulheres
Somos as que retomamos a terra roubada, as que insistem nos rituais,
Sem se esquecer que permanecemos em guerra”.

Somos mulheres coloridas
Somos um arco íris de cores,
Lutamos e dizemos não a violência
Para manter os nossos valores.

Os valores que eu falo
É a força tradicional e ancestral
Fazemos os nossos debates
Respeitando a organização social.

Mulheres estudantes
E também da militância
Já dizia as nossas líderes
Diga ao povo que avança.

Mulheres indígenas, 
Mulheres tradicionais,
As que inspira a nossa luta
São as forças ancestrais.

Somos mulheres do cerrado, Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Tem mulheres parteiras benzedeiras, têm indígenas politizadas
Fazemos o enfrentamento ainda que não sejamos belas e recatadas.

Não somos recatadas
Muitas vezes não somos e nem estamos no lar
Nós temos um pé no chão da aldeia e o outro do lado de lá.

Mais de 500 anos se passaram
Continuamos a resistir,
Mesmo tentando pintar Brasil de cinza
Resistimos para a colorir.

Pois não se consegue desbotar
Pele e almas coloridas,
Assim como não consegue apagar
Nossas histórias já vivida.

Não existe Brasil sem respeitar as mulheres originárias,
Não existe amor à pátria sem respeitar as mulheres MATRIA.
Ainda dá tempo de curar o Território corpo, Território espiritual,
Ainda dá tempo, o nosso marco é ancestral.

Salvar a velha é salvar a nova
Salvar a cantar e da esperança
Não é somente sobre salvar o canto, mas é também salvar quem canta.
Nosso canto é ancestral, nunca cantamos a sós.
A violência que matou as nossas ancestrais não vai matar a nossa voz.
São várias as armas, as tentativas de nos exterminar
São os projetos de leis anti_indigena, anti_vida, anti_terra no congresso a necropolítica quer nos escutar.

E a tese do marco temporal, colonial e do capital sendo cumprida, as nossas vozes precisam ecoar.
Mudam os das armas os números dos projetos de lei, mas não mudou desde e a invasão do Brasil a intenção o objetivo de nos matar.

Quer falar de marco temporal, que tal começar pelo marco das invasões.
A 521 anos atrás quando éramos 5 milhões.
São outros PLs projetos de ódio que atravessa como BRs que divide a sociedade, provocando chagas da violência.

Não se pode curar o mal se insistimos na mesma doença.
Queremos ser e estar em pé no futuro Ancestral, assim como os nossos biomas, Cerrado, Amazônia, Pampa, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica.

Queremos cuidar do canto mas também do corpo território de quem canta.
É na força da pintura presente no pigmento
Urucum tempera a comida
e nós mulheres Indígenas temperamos
o movimento.

Poesia: Célia Xakriabá

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