
Corpo e território como direitos básicos da vida.
A nossa luta por direitos humanos nasce do chão dos biomas, onde nossos corpos-territórios seguem resistindo há mais de cinco séculos.
Para nós, indígenas mulheres, direitos humanos não são discursos distantes nem promessas de papel. São sementes que brotam da justiça social, da demarcação dos territórios, do enfrentamento às violências e do fortalecimento dos nossos modos de vida.
Nos reconhecemos como guardiãs da biodiversidade, da memória e do futuro. E, por isso, a defesa dos direitos humanos está intrinsecamente conectada às lutas pela terra, pela proteção dos nossos corpos, pela soberania alimentar, pela preservação dos nossos saberes e pela autonomia dos nossos povos. No mundo que nos violenta, defender nossos corpos é defender nossos territórios.
Nossa atuação: do chão da aldeia e no mundo
Seguimos semeando nossas vozes nos espaços onde se constroem as decisões que impactam nossas vidas. Atuamos em redes, fóruns, conselhos e conferências que pautam os direitos humanos tanto no Brasil como em cenários internacionais.
Nossa incidência é permanente. Em 2024, levamos nossas vozes ao Comitê CEDAW, das Nações Unidas, onde apresentamos o relatório “Vozes das Mulheres Originárias de Todos os Biomas Brasileiros”, reafirmando que o direito à terra, o enfrentamento da emergência climática e o combate à violência de gênero são pilares da nossa luta
Participamos do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), coordenando o Grupo Temático de Gênero, e também integramos o Comitê Gestor da PNGATI, fortalecendo a construção de políticas públicas que garantam a gestão dos nossos territórios e dos nossos saberes
| ESPAÇO | DESCRIÇÃO |
|---|---|
| Comitê CEDAW da ONU | Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres. |
| Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) | Coordenação do Grupo Temático de Gênero. |
| Comitê Gestor da PNGATI | Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas. |
| Fóruns, encontros e espaços internacionais sobre direitos dos povos indígenas | Participação qualificada em agendas de incidência política. |
Processos de construção coletiva
Nossa atuação se fortalece também na realização da 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, em 2025, fruto de um Acordo de Cooperação com o Ministério dos Povos Indígenas e o Ministério das Mulheres. Este processo tem mobilizado indígenas mulheres dos seis biomas para debater, construir e incidir sobre políticas públicas voltadas à proteção dos corpos-territórios, enfrentamento da violência, gestão territorial, saúde e justiça climática
Além disso, seguimos construindo o Levante Global das Mulheres Indígenas pelo Planeta, uma mobilização internacional que nasce dos nossos territórios e se conecta com mulheres do mundo inteiro na defesa da Mãe Terra.



