
Reflorestarmentes
Esse nome é nosso chamado. É onde germinam nossos pensamentos, nossas ações e nossas lutas pela cura da Terra.
Aqui, o conceito de Reflorestarmentes ganha corpo como prática ancestral e política, tecendo as conexões entre gênero, clima e território a partir do olhar das indígenas mulheres dos seis biomas brasileiros. Reflorestar a mente, o corpo, os territórios e o mundo é nossa estratégia diante das crises climáticas e civilizatórias.
Sem demarcação não tem clima!
Nossa visão ancestral da justiça climática
Somos raízes, sementes, folhas e frutos. Somos corpo e território em movimento. Nossa luta climática não está dissociada da luta pela vida dos nossos povos e da proteção dos biomas.
O conceito de Reflorestarmentes nasce da compreensão de que, assim como a floresta se regenera, nossos pensamentos e práticas precisam estar alinhados com o equilíbrio da Terra. Reflorestar não é só plantar árvores, é replantar saberes, fortalecer línguas, proteger corpos-territórios e enfrentar as estruturas que adoecem o mundo: o colonialismo, o racismo, o machismo e o extrativismo predatório.
Reflorestarmentes é cura coletiva. É nossa forma de enfrentar a emergência climática, reafirmando que não existe justiça climática sem a centralidade dos povos indígenas e sem as vozes das indígenas mulheres.
Nossa incidência climática, no Brasil e no mundo
Nós da Anmiga temos caminhado desde o chão das aldeias até os espaços globais de decisão, levando a voz das mulheres biomas para dentro dos debates climáticos. Nossos corpos-territórios têm se feito presente em:
| ESPAÇO | DESCRIÇÃO |
|---|---|
| Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) | Coordenamos o Grupo Temático de Gênero, incidindo sobre políticas públicas. |
| Comitê Gestor da PNGATI | Junto com outras organizações do movimento indígena, coordenamos a construção de políticas de gestão ambiental e territorial das terras indígenas. |
| G20 Social - Fórum internacional para questões econômicas | Levamos nossas vozes para o debate global sobre desenvolvimento justo e sustentável. |
| COP - Conferência da ONU sobre mudanças climáticas | Espaços onde reafirmamos que proteger a biodiversidade é proteger nossas vidas, e que não existe solução climática sem os povos originários. |
| Processo de elaboração do Plano Clima Nacional | Apresentamos propostas para justiça climática com protagonismo das indígenas mulheres. |
Nossas estratégias passam pela construção de alianças, fortalecimento das bases, incidência política, ocupação dos espaços e formação continuada.
Plano de Vida, nossos territórios frente à crise climática
Nosso Plano de Vida é nossa resposta concreta à emergência climática. Não é apenas uma proposta ambiental, é um projeto de futuro baseado nos nossos modos de vida, nos nossos saberes e na nossa relação sagrada com os territórios.
Nós enquanto Anmiga, articulamos junto nossas mulheres biomas, o fortalecimento e a implementação da PNGATI (Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas) como ferramenta central para:
- A defesa dos corpos-territórios
- A garantia de soberania alimentar, hídrica e energética
- A valorização dos conhecimentos tradicionais
- O enfrentamento direto aos impactos das mudanças climáticas nos territórios
Nossa voz em movimento
Acompanhe as notícias e publicações

- Marcha das Mulheres, Notas
Carta das Vozes Globais Pela Cura da Terra
Durante a IV Marcha das Mulheres Indígenas, estiveram reunidas nos dias 05 e 06 de agosto de 2025, mulheres indígenas de diversas regiões do mundo para debater o papel das Conferências Internacionais na Garantia dos direitos dos povos indígenas, e a incidência nos espaços como CSW, CEDAW, CBD, UNFCCC, UNCCD...

- Marcha das Mulheres, Notas
Júri Ancestral – Julgamento das Violações Contra os Corpos-Territórios das Meninas e Mulheres Indígenas dos Sete Biomas Brasileiros
Durante a IV Marcha das Mulheres Indígenas no dia 04 de agosto de 2025, aconteceu o Júri Ancestral, o espaço simbólico, ético e político criado pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), com o objetivo de dar visibilidade às violações de direitos sofridas pelas Mulheres Indígenas dos...

- Notas
IV Marcha das Mulheres Indígenas reúne mais de 5 mil mulheres indígenas em Brasília e lança documento final “Por nossos corpos e territórios, curamos a terra!”
A IV Marcha das Mulheres Indígenas chegou ao fim, nesta quinta-feira (7/8), com a presença de mais de 5 mil mulheres indígenas em Brasília (DF), de mais de 100 diferentes povos, representando todos os biomas do país. Este ano, a marcha foi realizada junto da 1ª Conferência Nacional de Mulheres...

- Notas
I Conferência Nacional das Mulheres Indígenas chega ao fim com lançamento da “Carta Pela Vida e Pelos Corpos-Territórios” e propostas para a construção da Política Nacional para Mulheres Indígenas
“Nosso corpo é território! Somos as guardiãs do planeta pela cura da terra!”. É o que afirma a Carta Pela Vida e Pelos Corpos-Territórios lançada hoje (06/08), durante o encerramento da I Conferência Nacional das Mulheres Indígenas. O documento é resultado das 49 propostas priorizadas após as discussões realizadas...

- Notícias
Votem em Mulheres Indígenas – Votem na Bancada do Cocar!
A nossa Articulação Nacional, hoje rememora a necessidade e a importância de colocarmos mulheres indígenas dentro do parlamento e nos espaços de políticas partidárias, hoje com a Bancada do Cocar, fazemos o nosso chamado para que não só os nossas parentas e parentes, voltem os olhos e deem essa...

- Notícias
ANMIGA lança cartilha eleitoral para Candidatas Indígenas
A ANMIGA (Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade) lança nesta segunda-feira (23) uma cartilha eleitoral voltada especificamente para candidatas indígenas. A ideia é fortalecer ainda mais a participação política das mulheres originárias neste período de campanhas eleitorais, ajudando a ampliar a bancada indígena no parlamento das diversas cidades...



